Biomassa: Marcha de secagem de toras para geração de energia

A umidade, dentre as propriedades da madeira, tanto em pilhas de cavacos quanto nas pilhas de toras, é fundamental no planejamento logístico das cadeias produtivas, pois afeta a época de colheita, o volume a ser transportado, o número de caminhões necessários para transporte da matéria-prima, o tempo de armazenamento no campo ou no pátio, dentre outras atividades.


No momento do corte das árvores, a umidade (base úmida) pode atingir até 60%, sendo muito comum o armazenamento das toras no campo, por um período variável de tempo, condicionado em função do clima, distância de transporte e faixa ideal de umidade para a caldeira de biomassa.
Uma das formas de monitorar esta variação de umidade em toras é com o auxílio de balanças, mas que não são dispositivos práticos para se ter em operação no campo, portanto este trabalho apresenta, de forma simples e resumida, a marcha de secagem de para toras de Eucalyptus urophylla, clone AEC 0144, com 6,2 m de comprimento e DAP médio de 16,9 cm. As balanças foram instalada na Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA/UNESP) em Botucatu – São Paulo e as pilhas de toras longas com casca foram submetidas a secagem ao ar livre e descobertas. O acompanhamento da secagem das pilhas de madeira foi realizado em dois períodos de 160 dias cada, um seco (outono e inverno), e outro chuvoso (primavera e verão).

A figura ilustra a marcha de secagem das toras de eucalipto, que foi monitorada diariamente.


Nesta situação, a umidade inicial foi de 54,2% e 53,9%, respectivamente para os períodos seco e chuvoso e, passados 160 dias de cada período a umidade final foi de 31,1% e 36,4%.


Deve ser observado que na secagem de toras os fatores ambientais como a temperatura, a umidade relativa do ar e a velocidade dos ventos influenciam fortemente o processo de perda ou ganho de água na madeira.
Esta variação de umidade influencia sobremaneira a cadeia florestal, de transporte e geração de energia, sendo que a diferença aqui apresentada pode gerar até 33% de alteração do custo unitário da energia gerada para uma usina termoelétrica, localizada a 100 km de distância do maciço florestal.


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Autores
Prof. Dr. Humberto de Jesus Eufrade-Júnior
Prof. Dr. Saulo P. S. Guerra
Faculdade de Ciências Agronômicas – UNESP
Instituto de Pesquisa em Bioenergia – IPBEN
Material para leitura complementar
https://repositorio.unesp.br/handle/11449/182137


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